Todo mundo ama música, não há nesse mundo quem não goste de uma boa melodia. Em 1950, a música era usada para auxiliar na reabilitação física e mental de soldados, essa prática foi fundamental para o reconhecimento científico da música como terapia.
A musicoterapia vai muito além de “ouvir música” ou “fazer barulho”. É uma forma delicada e profunda de conectar a criança com o meio. Muitas crianças atípicas encontram na música um canal de expressão onde as palavras, por vezes, não chegam. É onde a batida do tambor vira fala, o piano acalma a ansiedade e uma canção organiza emoções.
Em que a musicoterapia pode ajudar meu filho?
- Comunicação e Expressão: Ajuda seu filho a se expressar, mesmo sem usar palavras, e a entender melhor o que está sendo falado;
- Habilidades Sociais: Atividades em grupo e em dupla ajudam a criança a interagir, esperar a vez e compartilhar, melhorando o convívio social;
- Organização Sensorial e Emocional: O ritmo e a melodia trabalham como um ‘calmante’ natural, ajudando a criança a se organizar, a relaxar e a lidar melhor com as emoções intensas;
- Foco e Atenção: A concentração na música e nos instrumentos é um treino poderoso para melhorar a atenção nas atividades do dia a dia.
Na prática, usamos a música de forma estratégica e afetiva. Pode ser para ajudar uma criança a tolerar sons do cotidiano, para estimular a fala cantando, para trabalhar a espera de vez com instrumentos, ou ainda para organizar o corpo e a mente por meio do ritmo.
Não se trata de formar músicos, mas de usar a música como ponte para o desenvolvimento. É sobre permitir que cada criança se expresse, se regule e se descubra capaz, em seu próprio ritmo e melodia.